Voice Branding

Voice Branding – sua voz é a sua marca

Achei que ninguém melhor para explicar o que é o Voice Branding do que essa personagem de Friends:

A voz estridente de Janice é a marca registrada dela. Mas você não precisa ter um jargão irritante (OH MY GOD!) para ser reconhecido por sua voz. Mesmo inconscientemente, o jeito como falamos mostra muito nossa personalidade e até nossas habilidades. Você pode passar a imagem de uma pessoa autoritária, com maior conhecimento, com menos ou mais credibilidade, tudo de acordo com a forma como impõe o som da sua voz. É o que garante o especialista no assunto Julian Treasure, em sua palestra no TED “Como falar de forma que as pessoas queiram ouvir”.

É claro que a velocidade e a altura da voz é algo que sabemos que impacta drasticamente em uma apresentação em público, por exemplo. Mas o que eu ainda não havia pensado antes de assistir ao vídeo era na influência de cada característica da voz, ou ainda em como utilizar de forma consciente e estratégica todas as propriedades do som que emitimos.

Voice branding: as ferramentas para uma voz marcante

Treasure destaca que nossa voz é uma caixa de ferramentas que podemos – e devemos – utilizar para passar mensagens de maneira mais consciente e, consequentemente, mais eficiente.

Ok, Gabi, mas como utilizar a voz a meu favor? É possível que, por conta da influência da minha voz, as pessoas me ouçam e fiquem atentas ao que estou falando o tempo todo?

Julian Treasure garante que sim. E eu acredito nisso também. Tenho feito alguns estudos em relação ao Music Branding e quando ví esse vídeo muitas coisas se encaixaram. Se é possível utilizar a música para construir e consolidar marcas, a voz também tem esse poder. São tipos de sons diferentes, mas ambos influenciam e geram impacto direto no receptor. Por meio de uma música ou pelo som da nossa voz, podemos nos conectar com as pessoas.

Entre os aspectos da voz que condicionam a forma como os outros nos ouvem, Treasure destaca:

O tom: que pode apresentar diferentes características suas e definir, por exemplo, se você é uma pessoa de confiança, jovem ou experiente.

O timbre: é possível alcançar o timbre mais desejado pelas pessoas. Com o devido treinamento, pode-se chegar a um timbre agradável e suave aos ouvidos da maioria.

A prosódia: está ligada ao uso da entonação da voz. De acordo com a entonação usada, nossa fala pode ficar mais cansativa, repetitiva – o que influencia diretamente na atenção do receptor e também demonstra seu próprio interesse em passar a mensagem.

O ritmo: ele muda completamente o tempo da apresentação, que pode ser acelerada ou não, mas sempre no momento apropriado, com algum objetivo específico.

O volume: que pode ser usado de forma estratégica. A pausa, o silêncio, a fala mais baixa ou mais alta – tudo isso contribui para captar a atenção do público.

A voz e a mensagem

Outra questão importante que o especialista em sons traz em sua palestra é que não é apenas a forma como falamos que influencia a vontade e o interesse das pessoas em nos ouvirem, mas também o que falamos é um fator primordial para captar a atenção das pessoas. Não basta ter uma voz potente, que saiba trabalhar todas as ferramentas citadas acima. Se o conteúdo não for adequado ao público, ninguém vai querer escutar.

Seja você profissional de qualquer área, se você quer ser ouvido pelo seu público, precisa falar com uma voz que seja a sua marca, que passe credibilidade, empatia, confiança e conhecimento, mas, acima de tudo, precisa falar a linguagem dos seus ouvintes, abordando temas que tenham a ver com a realidade deles.

Treasure aponta que os sete pecados da fala são: fofoca, julgamento, negatividade, reclamações, desculpas, mentiras, dogmatismo.

Alguns desses pecados, às vezes, cometemos sem nem perceber, não é mesmo? Por isso, além de treinar o timbre, o volume, o tom da nossa voz, também devemos treinar nossa mente para evitar esses maus hábitos. Afinal, ninguém gosta de falar com quem só reclama ou com quem vive arranjando desculpas e não assume a responsabilidade por nada. Quem vai ter vontade de ouvir alguém que só pensa e fala coisas ruins?

Para evitar isso, o especialista aconselha que sejam seguidos os quatro fundamentos para uma fala poderosa:

Honestidade seja claro e direto

Autenticidadeseja você mesmo

Integridadeseja o que você fala

Amordeseje coisas boas

Encontre sua voz

Na realidade digital que vivemos hoje, todo mundo tem voz. E com tanta gente falando ao mesmo tempo, como fazer com que a sua voz se destaque? Saber a importância de usá-la com consciência é o primeiro grande passo. Lembra que no texto sobre o Marketing Thinking (veja aqui) falei sobre a importância de não começar sua estratégia de Marketing pela escolha das ferramentas. No post, eu expliquei que é necessário, primeiro, analisar a sua realidade e os seus objetivos, para, depois, pensar em que ferramentas utilizar.

Pois é, Voice Branding também tem tudo a ver com Marketing Thinking. Quando você usa sua fala com consciência, seus ouvintes estarão conscientemente com você. Antes de querer treinar sua voz para ser mais grossa ou mais fina, mais alta ou mais baixa, pense na imagem e na mensagem que você quer passar para as pessoas. E lembre-se sempre: sua voz é seu instrumento mais valioso para captar a atenção das pessoas. Porém, é preciso também saber escutar o que o seu público tem a dizer e responder as necessidades dele por meio da sua fala.  

Agora, veja a palestra completa de Julian Treasure e tudo o que ele tem a ensinar sobre como usar sua voz de forma inteligente:

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