Marketing sensorial: a importância de cada sentido

O cheiro da mãe, o gosto de leite, o barulho da casa, o raio de luz, o toque do pai. Não necessariamente nessa mesma ordem, mas, desde pequeno, o ser humano já desenvolve os cinco sentidos e é capaz de perceber tudo de diversas maneiras. Estudos comprovam que na barriga da mãe os cinco sentidos do bebê já funcionam, de forma direta (a audição, a visão, o paladar e o olfato) e indireta (o tato). Portanto, desde muito cedo os sentidos influenciam a vida das pessoas, tendo, assim, total importância na construção do ser. Dentre os sentidos existentes, um dos primeiros a serem utilizados na comunicação e também o mais empregado pela área de Marketing é a visão.

A exploração da visão no Marketing Sensorial

Antes mesmo de existir uma linguagem clara entre as tribos, gestos e desenhos eram feitos para representar diversos significados. Ou seja, foi a partir da visão que o ser humano teve a possibilidade de começar a se comunicar. A comunicação entre os homens evoluiu muito com o surgimento da fala. Mas, mesmo assim, a comunicação através da visão não foi extinta, ao contrário, foi sendo cada vez mais utilizada. Com o desenvolvimento da sociedade e da comunicação, aqueles pequenos sinais nas paredes viraram incontáveis banners, luminosos, cartazes, displays, outdoors, placas e os mais diversos tipos de materiais visuais por todas as partes. A poluição visual chegou a um ponto tão extremo que causou incômodo em alguns lugares. Em uma pesquisa realizada pelo IBOPE concluiu-se que a poluição visual em São Paulo tornou-se um grande problema para as pessoas: 86% dos entrevistados entendem que a cidade é muito poluída visualmente. E ficou claro para todos que tudo isso vem do excesso de todo tipo de publicidade (legal ou ilegal).

Atualmente, o investimento em comunicação voltada para o apelo visual é tão grande que praticamente já não há mais onde inovar, as ações se repetem, os locais ficam cada vez mais parecidos e as estratégias visuais já não têm o mesmo efeito de antigamente. Portanto, é claro que atualmente nossa visão é superestimulada, como nunca ocorreu antes na história, porém, paradoxalmente, esse efeito parece ter um resultado contrário. Ao invés de sermos impactados pelas chamadas publicitárias nas ruas, cada vez mais elas passam despercebidas em meio a tantas outras. Desta forma, quanto mais estimulados somos, mais difícil fica para conseguir chamar nossa atenção.

No livro Brand Sense, Martin Lindstrom conta sobre uma estudo realizado para a 20th Century Fox que media a atividade elétrica cerebral e os movimentos dos olhos das pessoas em resposta a anúncios publicitários que eram colocados dentro de um jogo de videogame. “Durante um passeio virtual através de Paris, os voluntários viram anúncios em outdoors, abrigos de ponto de ônibus e nos lados dos ônibus para ver o que melhor teria a sua atenção. Os resultados: nenhum deles. Os pesquisadores descobriram que toda a saturação visual resultou apenas em olhos vidrados, e não em vendas mais elevadas.”

Nessa conjuntura, há um desequilíbrio do uso dos cinco sentidos nas estratégias de Marketing. O uso da visão é o que se encontra mais saturado. Apesar de a audição estar sempre mais presente no rádio e na televisão, junto à visão, a força emocional que outros sentidos pode provocar no comportamento do consumidor nunca foram amplamente aproveitados.

Neste conteúdo falamos um pouco sobre a exploração da visão no Marketing Sensorial e seus impactos na sociedade e, para o próximo artigo, falaremos sobre o tato e sua influência no comportamento humano. Até breve!

5 erros de Marketing que você não deve cometer

Selecionei aqueles que considero pontos de atenção para que você consiga desenvolver um planejamento mais certeiro. Confira:

  1. Utilizar o Marketing como uma ação isolada

O Marketing nunca é uma ação isolada de publicidade ou promoção, mas, na prática, ele acaba sendo visto assim por muitas pessoas. E mesmo com toda a evolução pela qual essa área passou, ainda encontramos departamentos de Marketing com pessoas apenas para trabalhar em ações isoladas, separando a parte estratégica das outras áreas da empresa.

Evite esse erro em sua organização! Marketing envolve um conjunto de processos e precisa estar envolvido com o planejamento de todas as áreas para que solucione problemas e demandas de forma estratégica de acordo com os objetivos da empresa.

Dica: leia o livro Marketing 3.0, de Philip Kotler, e entenda mais como o Marketing deve ser construído em uma empresa no contexto atual do mercado.

  1. Não fazer Marketing Digital

Existem diversas formas e tipos de estratégias de Marketing e Vendas no mercado, que podem variar de acordo com cada momento vivido pela empresa e com o tipo de negócio e público-alvo. Nesse sentido, ainda que existam variações quanto à proporção de Marketing Digital utilizado em cada organização, não há mais como estar presente no mercado sem fazer uso dessa ferramenta.

Você não faz Marketing Digital, mas tem um site, certo? Bom, já é um bom começo, mas não é o suficiente.

Dica: se você quer começar a utilizar estratégias de Marketing Digital, indico acessar os conteúdos da empresa Resultados Digitais, uma das maiores referências nesse tema no Brasil.

  1. Prometer para atrair e não cumprir

Apesar de ser algo obviamente errado, isso sempre aconteceu. E, agora, com milhares de empresas atuando com Inbound Marketing, vemos pessoas preocupadas com as chamadas “métricas de vaidade”, buscando o aumento do número de visitantes no site ou da taxa de conversão de cliques, por exemplo, utilizando promessas que não podem ser cumpridas.

Lembre-se que atuando de forma imprudente você pode até aumentar suas taxas de cliques, mas também vai aumentar a taxa de leads descontentes com suas ações.

Dica: para 2017, foque nos leads qualificados que você pode gerar. Confira este post sobre a importância de controlar o retorno sobre o investimento (ROI) no Marketing e focar no que realmente importa.

  1. Adiar a produção de vídeos

Se você precisa fortemente de Marketing Digital para sobreviver, por que ainda não começou a produzir vídeos? Há anos especialistas da área já vem destacando a relevância do Marketing de Conteúdo e, nesse momento, o vídeo é o formato de conteúdo com maior poder de engajamento do público

Claro que fazer apenas por fazer não vale à pena. Mas vale começar mesmo que seja com as ferramentas que você tem em mãos, aos poucos e, de acordo com os testes e resultados obtidos, progredir. O importante é começar, planejar e evoluir na produção de vídeos.

Dica: a Sambatech, líder de soluções em vídeos da América Latina, fornece muito conteúdo para ajudar na produção desses conteúdos.

  1. Preocupar-se mais com novos clientes

A tendência continua, mas agora de forma ainda mais profunda. Você notará que produtos e especialistas nessa área estão aparecendo com mais intensidade no Brasil.

Não fique para trás e comece agora a se preocupar mais com a retenção de seus clientes. Não dedique 100% dos seus esforços apenas em ganhar novos consumidores. Busque formas de saber exatamente o que seu cliente atual espera com a compra do seu produto e ajude-o a alcançar sua meta.

Dica: Lincoln Murphy, especialista em Customer Success, fornece informações valiosas sobre sucesso do cliente e como reter esse público.

Agora que você já sabe os principais erros de Marketing que você não deve cometer nesse ano, aproveite para começar a planejar ou revisar sua estratégia de negócio e focar no que realmente trará resultados positivos para sua empresa. Boa sorte!

Comunicação não violenta no marketing

Quem trabalha na área de Marketing tem o grande desafio de fazer uma comunicação não violenta e realizar um trabalho para gerar resultado. A verdade é que estamos todos cansados da publicidade violenta, que afeta alguém negativamente e, ao mesmo tempo, somos cobrados por resultados agressivos. Por isso, vale a pena avaliar se o seu trabalho está colaborando para a cultura da violência, criando inimizades, ou conflitos, por aí. De acordo com Marshall Rosenberg, autor do livro “Comunicação Não Violenta”, alguns fatores fazem com que uma comunicação seja considerada violenta, entre eles podemos citar a falta de empatia e a presença de um caráter julgador em quem está se comunicando.

Como esses fatores estão presentes na comunicação publicitária e de que forma podemos evitá-los? Confira abaixo.

Empatia e a Comunicação Não Violenta

A empatia permite nos conectarmos profundamente às necessidades do outro e, assim, compreender o real significado da sua comunicação. E quando falamos de Comunicação Não Violenta (CNV), não se trata apenas em ter empatia para com os outros, mas também em poder desenvolver a empatia para si mesmo. Para uma marca, por exemplo, o mesmo conceito pode ser adotado: a marca precisa entender para conseguir transparecer a sua real essência ao seu público, ao mesmo tempo em que a marca precisa entender a real necessidade dele. Portanto, se a sua empresa começar a vender uma ideia ou produto que não corresponde à necessidade do público, a primeira resposta que ela terá é a rejeição dele. Nesse caso, o problema pode estar diretamente ligado ao fato da empresa não conseguir expressar seus desejos e promessas da melhor forma, ou simplesmente não criar um produto enxergando a real necessidade do seu público.

Uma coisa é fato, hoje em dia não adianta mais tentar vender algo sem empatia. É preciso ter consciência dos seus próprios sentimentos e das emoções mais profundas de seus clientes, além de entender o que eles realmente querem.

“A coisa mais importante na comunicação é ouvir o que não está sendo dito.” – Peter Drucke

Julgamento e a Comunicação Não Violenta

Muitas vezes, o julgamento pode ter sua origem na falta de empatia, ou seja, quando há dificuldade de entender o sentimento da pessoa por trás de sua fala. Isso acontece facilmente no mundo do marketing, onde rótulos de grupos de pessoas são criados e se mantém por incontáveis anos como estratégias de comunicação. As propagandas machistas e outras que não respeitam os sentimentos e necessidades de outras pessoas, por exemplo, estão cada vez mais desaparecendo. Isso é apenas um sinal de que a Comunicação Violenta não é mais bem-vinda.

É claro que ainda restam aquelas empresas que insistem nos estereótipos antigos e rótulos pré-formatados, ou então focam na crítica para o seu concorrente ao invés de focar em si próprio (na política isso é ainda mais comum). Entretanto, as empresas que adotam a postura do julgamento e crítica, ao invés de representarem os seus valores, acabam demonstrando suas fraquezas e inseguranças. A maioria das empresas que agem agressivamente utilizam a violência na comunicação para ganhar uma falsa confiança e esconder o medo de perder a autoridade. Para obter sucesso contínuo em uma comunicação, a necessidade de uma pessoa ou empresa precisa ser exposta de modo que represente seus devidos valores e não em forma de julgamento, crítica ou agressão.

Para aprofundar ainda mais essa reflexão, selecionei algumas frases de Marshall Rosenberg, que também corroboram esta forma de como a Comunicação Não Violenta pode refletir no Marketing. Espero que goste!

“Quando julgamos os outros, contribuímos para a violência.”

“O medo da punição diminui a auto-estima e a boa vontade.”

“Quanto mais falamos sobre o passado, menos nos curamos a partir dele.”

“Empatia promove a capacidade de ponderar a dor de outra pessoa.”

“Culpar e punir os outros são expressões superficiais de raiva.”

“Crítica, análise e insultos são expressões trágicas de necessidades não atendidas.”

“Sempre escute o que as pessoas precisam, e não o que elas estão pensando sobre nós.”

“Quando compreendemos as necessidades que motivam o nosso próprio comportamento e de outros, não temos inimigos.”

ROI de Marketing, é melhor errar do que não fazer

O ROI (Return On Investiment) não é feito pela maioria dos profissionais de Marketing e, a respeito disso, existem dois principais motivos: medo de demonstrar o real resultado e, sair prejudicado, e dificuldade em mensurar o resultado das ações. Por isso, se você atua na área de Marketing, entenda melhor o impacto disso dentro das organizações e qual a importância de medir o ROI.

O que é ROI?

“ROI é o Retorno sobre o Investimento, ou seja, medir a contribuição que uma determinada ação de marketing tem sobre as receitas e os lucros de uma empresa.”

Apesar desse conceito universal, eu prefiro simplificar e dizer que ROI é quando você realmente abandona as métricas de vaidade (views do Youtube, por exemplo) e se preocupa em trazer resultado de verdade (mensuráveis). As métricas de números grandes que não demonstram o retorno financeiro obtido pela ação de marketing podem ser no máximo seus KPIS (Key Performance Indicator), ou seja, métricas de controle de qualidade do andamento de suas ações. Por isso, o primeiro passo para entender ROI é saber que ele está atrelado diretamente ao impacto financeiro dentro da organização. Portanto, quando se trabalha com ROI de verdade, a gente abandona as métricas de vaidade e foca no que realmente importa: o resultado financeiro.

ROI ainda é feito por poucos

Apesar de parecer óbvio a importância de obter resultados mensuráveis através de ações de Marketing, infelizmente a maioria das empresas não faz isso. Em uma pesquisa realizada pela VisionEdge Marketing & Marketo (2010), com 423 executivos, apresentou o seguinte resultado:

  • 20% Executivos não têm certeza se as ações de marketing fizeram diferença, mas acreditam que tenham algum impacto, apesar de não terem isso mensurado.
  • 47% Executivos acreditam que as ações de Marketing tenham feito diferença nos resultados da empresa, apesar de não terem isso mensurado.
  • 35% Executivos tem comprovadamente o impacto das ações de Marketing na empresa.

Ou seja, 67% dos executivos não sabem o Retorno do Investimento de Marketing da sua empresa. É um número muito alto que impacta diretamente a área de marketing, que passa a ser vista como um custo pelas empresas e não como um investimento para obter mais retorno e aumentar a receita. Por isso, quando ocorrem cortes de custos em uma empresa, é comum que Marketing seja a primeira área a ser cortada.

É tão difícil assim medir o ROI de Marketing?

Há uma maneira mais simples e mais rápida para quem está começando que é o método First ou Last Touch, onde você mede o resultado considerando o investimento realizado na primeira ou última origem do lead (potencial cliente). Por exemplo, considerando que você escolha o método First Touch, se você comprar uma lista de contatos com um custo de R$ 500,00 para sua empresa e, a partir dessa lista obter um retorno de R$ 2.000 em vendas, seu cálculo de ROI ficaria mais ou menos assim:

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Portanto, com uma técnica simples de análise de ROI você já saberia dizer que aquela lista trouxe um retorno de 300% sobre o investimento para sua empresa.

Essa é a grande diferença quando se investe em alguma ação e há um controle sobre o resultado obtido. Você começa a criar um histórico e consegue decidir cada vez mais qual o melhor caminho para o seu negócio. A importância de demonstrar o retorno que as ações de Marketing trazem para a empresa é algo que a maioria dos profissionais concorda, mesmo que não o façam (apenas 33% medem o ROI).

“Setenta e seis (76%) dos profissionais de marketing B2B concordam que a sua capacidade de controlar o ROI de marketing dá muito mais respeito pela sua área”.

(Fonte: Forrester Research)

Você ainda tem dúvida se tem o controle dos KPIS da sua empresa e se calcula o ROI como deveria? Bem, para saber se você já fez a lição de casa comece respondendo a seguinte pergunta:

  • Qual impacto em vendas se eu diminuir 10% do meu investimento em marketing?

ou

  • Qual impacto em vendas se eu aumentar 10% do meu investimento em marketing?

Se você conseguir responder isso com algumas breves análises, significa que agora você já faz parte daquela parcela de empresas que medem o ROI de Marketing e fazem a diferença para valorizar a nossa área de trabalho

Dica: para se aprofundar ainda mais, sugiro a leitura do ebook da Marketo que explica em detalhes as diferentes formas de calcular ROI no Marketing. Bom trabalho!

Por favor, parem de enviar spam

Você provavelmente deve estar cansado de receber tantos e-mails diariamente. Quando abrimos a caixa de entrada com centenas de e-mails recebidos, percebemos que grande parte deles vem de empresas querendo vender o seu produto ou enviando algum conteúdo de caráter mais promocional do que educativo. Isso não seria um grande problema, não fosse o fato de que, no meio de todos esses e-mails, há empresas captando seu contato sem sua autorização, ou seja, praticando o ato de spamming.

Engano seu pensar que todos fazem isso de forma pensada, pois muitas empresas, na verdade, nem percebem que estão enviando spam. Diante de tantas reclamações de amigos e vendo o quanto isso ainda é um problema, resolvi escrever esse artigo, para explicar o que é o spam e quais são os principais cuidados que as empresas precisam ter na criação de uma lista de e-mails.

O que é o spam

Apesar de estarmos falando sobre e-mail, qualquer tipo de mensagem eletrônica enviada sem o consentimento do destinatário, seja via celular ou aplicativos, é considerada spam. Além disso, mesmo que os contatos tenham oferecido seus dados de livre e espontânea vontade, dependendo da maneira que a empresa construir suas mensagens, elas poderão também ser consideradas spam.

 Por que é importante tomar cuidado

Além de ter a tranquilidade de estar atuando de forma legal no mercado, quando você tem conhecimento das melhores práticas anti-spam, você evita que a imagem da sua empresa seja prejudicada.

Imagine então, se sua empresa está praticando spam e nem sabe que isso está ocorrendo…Isso acontece com muitas pessoas, afinal, estima-se que pelo menos 50% dos e-mails enviados hoje em todo o Brasil são spam.

 Garanta que seu e-mail seja lido, comece evitando o spam

  1. Nunca aceite listas de outras empresas sem checar a origem do mailing

Você está apenas começando seu negócio e não tem nenhum mailing. De repente, algum amigo ou parceiro oferece uma lista e você aceita rapidamente. Isso é bem comum no mundo corporativo, mas, além de estar praticando um ato imoral, você pode prejudicar a qualidade de envio dos e-mails e acabar caindo na caixa de spam da maioria dos destinatários, ou seja, quase ninguém vai ler sua mensagem.

Dica: Se precisa de mais leads de forma rápida, crie um conteúdo em parceria com algum profissional ou empresa que esteja alinhado ao seu negócio e, aí sim, obtenha os leads que preencherem o formulário para baixar esse material.

  1. Nunca compre listas que forneçam o endereço de pessoas que não autorizaram receber seus e-mails.

Apesar de tudo, infelizmente você ainda encontra no mercado empresas que vendem listas com e-mails de terceiros sem a devida autorização destes. Não é porque alguém está vendendo essa lista que isto seja autorizado para uso.

Dica: Se você for comprar uma lista, compre de sites autorizados, como, por exemplo, o Serasa Experience, que oferece uma listagem de empresas por segmentos, de acordo com seu negócio. Faça um trabalho de estudo dessas empresas e entre em contato com elas para pedir os e-mails das pessoas que você deseja enviar algum conteúdo. De preferência, tenha uma estratégia para realizar essas ligações, ofereça sempre algo em troca desse contato.

  1. Não confie nas suas próprias listas

Listas antigas demais ou retiradas de algum banco de dados da empresa também podem ser um tiro no escuro e acabar fazendo o seu e-mail parar na lista de spam dos provedores – você estará, nesse caso, na famosa blacklist. Mesmo que essa lista seja sua, fique atento ao preenchimento dos e-mails e faça uma análise geral dos cadastrados. Veja, por exemplo, quantos e-mails estão com vírgulas no lugar de pontos, sem arroba, com acentuação ou são simplesmente cadastros que nunca existiram.

Dica: se ainda ficar em dúvida sobre a qualidade dos e-mails que você tem, antes de enviar pela sua ferramenta de envio oficial, teste esse envio em outras empresas que fornecem esse serviço gratuitamente. O MailChimp, por exemplo, envia um número limitado de e-mails gratuitamente e bloqueará o seu envio se ele não tiver a qualidade desejada para não ser considerada Spam. Assim, você evita entrar na blacklist pela sua ferramenta oficial.

Caso queira conferir se o domínio da sua empresa já caiu em uma blacklist, o portal Mxtoolbox oferece esse serviço gratuitamente.

Essas são só algumas dicas básicas de cuidado para não cair na armadilha do spam e manter sua empresa com uma boa imagem. Além de tudo isso, você terá uma maior garantia de qualidade de envio e alcançará mais facilmente uma taxa alta de abertura de e-mails (entre 15 e 25%).

Sabemos o quanto o fim de spam é utópico diante da falta de controle que temos hoje sobre as ações que acontecem no mundo on-line. De qualquer forma, nunca é tarde para começar a utilizar e divulgar cada vez mais as boas práticas.

Para conhecer todas as boas práticas acesse o Código de ética antispam.

Saiba também como funciona as regras de SPAM perante a legislação brasileira

As pesquisas na internet sobre o assunto dificilmente esclarecem o que realmente está valendo dentro da lei para quem pratica spamming. Por isso, contatei exclusivamente para esse conteúdo um especialista no assunto. Veja o que foi relatado a respeito disso e fique por dentro:

“Muitos projetos de lei foram apresentados para tipificar a conduta como crime, porém, todos foram arquivados. Assim, não há nenhuma legislação específica em relação ao tema. Diversas pessoas ingressaram com ações judiciais pleiteando dano moral pelo recebimento de spam. Em alguns processos, os juízes entenderam que a prática do spam configura dano moral com base no Código de Defesa do Consumidor (lei nº 8.078/90), sendo que outros juízes tratam a conduta como incômodo natural da era digital. Acabando com tal divergência, o Superior Tribunal de Justiça julgou o recurso nº 844.736 decidindo que, apesar do incômodo, a prática do spam não consubstancia fundamento para justificar o dano moral, vez que, em face da evolução tecnológica, é possível que a pessoa faça o bloqueio, delete ou, simplesmente, recuse tais mensagens. Assim, os ministros do STJ entenderam que a prática do spam configura mero dissabor e está fora da órbita do dano moral, vez que tal situação não tem condição de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo. Importante frisar que, se o spam ofender a honra ou a dignidade de quem recebe as mensagens eletrônicas, será possível a condenação por danos morais.

Portanto, a prática do spam não configura crime no Brasil por falta de previsão legal, bem como pelo fato do dano moral ser reputado perante dor, vexame, sofrimento ou humilhação que, fugindo à normalidade, interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aflições, angústia e desequilíbrio em seu bem-estar.” Por Welton Rubens Volpe Vellasco, mestre, advogado e professor de Direito Civil e Direito do Consumidor.

25 anos de internet, um novo ciclo do comportamento humano

Em 2016, a internet completou 25 anos no mundo. Não há nada tão importante e com tanta presença em nossa vida do que a internet e é fácil concordar o quanto isso teve papel fundamental na história da tecnologia e da comunicação. Tudo mudou nesses últimos anos, desde o comportamento humano até a forma das empresas divulgarem seus produtos. Entenda essa construção na história e sabia quem mais aproveitou a era da internet.

Como era antes da internet?

Talvez você esteja lendo esse conteúdo e nem imagine que era possível um mundo sem a internet. Mas saiba que apenas no ano de 1.919 que foram transmitidas as primeiras emissões brasileiras de rádio! Portanto, há quase 100 anos atrás iniciou-se o uso da tecnologia de massa para facilitar a comunicação, pelo menos no Brasil. Então, por um bom período, no mundo do marketing tinha a primeira e única forma massiva de divulgar uma marca, produto ou ideia, que era com o uso de jingles, spots ou participações em programas de rádio. Este novo meio de comunicação teve diversos impactos positivos na sociedade e, no que diz respeito a novos negócios, surgiram muitas agências de Publicidade e Propaganda naquele período.

Apenas depois da Segunda Guerra Mundial, e após alguns testes, finalmente veio o mais desejado meio massivo de comunicação e, para as empresas, de divulgação: a televisão. O aparelho foi inaugurado em 1950 no Brasil. Com a presença da publicidade nesse meio, a televisão tornou-se uma das mídias mais influentes para o consumo daquele tempo, pois esse recurso uniu dois sentidos poderosos: visão e audição. Com as grandes marcas em busca de espaço nos canais televisivos, não sobrou alternativa para o restante do mercado. Principalmente para pequenas e médias empresas, restaram alternativas mais viáveis, tal como a comunicação nas ruas o que, com o tempo, causou a conhecida e tenebrosa poluição visual. O grande desafio que as empresas enfrentavam é que mesmo colocando tanta informação frente aos olhos do consumidor, ele poderia ignorar ou simplesmente procurar por outro caminho, por outro assunto ou outros afazeres, ao invés de prestar atenção ao conteúdo midiático exposto. Nesse período, havia apenas dois grandes meios de comunicação de massa o rádio e a televisão , e que demandavam um investimento alto para propagandas. Sendo assim, a possibilidade era delimitada apenas às grandes marcas, que possuíam budget para tal mídia. Tratando-se de apenas duas mídias tradicionais, a chance de uma marca ser vista ainda era grande, e, por isso, era um momento em que os empresários e agências apenas gozavam da oportunidade de gerar mais lucro e visibilidade.

As mudanças com o surgimento da Internet no Brasil

Apenas 15 anos depois do surgimento da TV no Brasil, começaram as primeiras aparições da internet no mundo. Mas somente em 1992 ela foi realmente permitida para todas as pessoas do Brasil. O mundo on-line foi uma porta aberta, principalmente para as pequenas empresas, que não tinham mais para onde correr anteriormente. O alcance, então, veio para qualquer tamanho de empresa (startups começaram a surgir com mais facilidade), desde que tivesse o conhecimento para saber como atingir seu público e passar sua mensagem com eficiência. A web tornou-se o novo ambiente midiático, mas, diferente da televisão e do rádio, dessa vez, o público participa de forma muita mais ativa e a tela à sua frente já não tem o mesmo significado que a tela televisiva.

O usuário da internet agora tem poder de fala e cada vez mais liberdade. Mais do que isso: o usuário é também um rosto e um nome dentro dessa caixa, na qual o sujeito não se vê mais como um ser indefeso e sem saída dentro de sua casa.

São milhões de sites no mundo e o acesso a tudo permite ao público o poder de dizer: eu existo. Por isso, cada vez mais exigente, o consumidor não se preocupa mais apenas com o preço ou funcionalidade do produto, o que mais importa hoje para ele é a experiência como um todo que o produto irá proporcionar. Lembre-se: na era da internet quem fala é o consumidor. Hoje tanto empresas como consumidores comemoram 25 anos de uma era que um dia parecia intangível, uma era que prova que se adaptar é preciso para garantir a sua sobrevivência.

As consequências do carsharing no mercado

Imagine viver em uma cidade onde existem linhas de metrôs e ônibus que levem você para todos os cantos, ciclovias perfeitas de longas distâncias e, ainda, aluguel de bicicletas (por uma mixaria) em todos os pontos da cidade.

Agora, você consegue se imaginar vivendo nessa mesma realidade e gastando seu dinheiro com um carro, que, além de custar caro, ainda vai lhe causar incômodos e estresse por conta do trânsito?  Acho difícil a resposta ser sim.

E acredite: essas cidades existem. A seguir, conheça as TOP11 cidades mais acessíveis para as pessoas se locomoverem.

  • Hong Kong
  • Stockholm
  • Amsterdam
  • Copenhagen
  • Vienna
  • Singapore
  • Paris
  • Zurich
  • London
  • Helsinki
  • Munich

Referência:http://www.sustainablecitiescollective.com/david-thorpe/239891/best-and-worst-cities-commuting-world

Com uma mobilidade urbana impecável, essas cidades vêm tomando um rumo ainda mais avançado no que diz respeito ao “consumo compartilhado”. Essa tendência pode ser encontrada facilmente em todo o mundo e de diversas formas. Mas quando se trata de locomoção, a necessidade de comprar um carro para si tornou-se, com passar do tempo, cada vez menor. Nesse sentido, mais jovens, casais e até mesmo famílias preferem optar por outras formas de locomoção que a cidade oferece, ao invés de ter seu próprio veículo. Um exemplo é o carsharing, serviço de compartilhamentos de carros que já alcança cerca de 898 mil usuários, compartilhando mais de 9.200 veículos em países emergentes.

Nesse contexto, como as grandes indústrias automobilísticas sobrevivem a essas mudanças? E sabendo que essa é uma tendência mundial, qual será a estratégia delas?

Já passou o tempo do Marketing 2.0, onde quem narrava o que o consumidor iria comprar era a própria indústria. Na era do Marketing 3.0, resta apenas aos investidores criarem novas estratégias e adaptarem seu negócio ao novo mercado que vem surgindo.

“O mais importante é prever para onde os clientes estão indo e chegar lá primeiro”. Kotler

De olho na tendência, em Munique, a BMW não viu outra escolha e também entrou no mercado de compartilhamentos de carros, o carsharing, oferecendo o serviço da seguinte forma: cada pessoa paga uma mensalidade para ter direito a participar do DriveNow BMW. Assim, poderá alugar carros que estão pela cidade por um preço calculado por hora e super acessível.

É mais importante adotar a estratégia correta do que buscar o lucro imediato”. Kotler

Não é preciso colocar na ponta do lápis para calcular e chegar à conclusão de que essa estratégia não deve ter o lucro como objetivo primário. Mesmo que ele exista, com certeza esse negócio – atuando sozinho – ainda não é o que levará esse tipo de indústria ao crescimento desejado. Além disso, é preciso levar em conta o valor gasto na manutenção dos veículos no carsharing:

  • Os carros dificilmente voltam em bom estado (limpos)
  • Os carros sempre voltam com danificação provocada por outros usuários
  • A troca de carro acontece em alta escala
  • Os valores com seguro e gasolina são pagos pela empresa

Bem, o alto custo para manter um carsharing pode até ser questionável, porém, a necessidade de estar nesse mercado para as marcas de automóveis, não. As montadoras já aprenderam que a forma como seus produtos são distribuídos ou utilizados podem sofrer grandes mudanças e o carsharing é um exemplo claro de como o consumo colaborativo nesse segmento está evoluindo.

Não há mais como voltar atrás, esse tema é apenas parte de uma tendência comportamental mundial, onde a maioria das pessoas têm buscado gastar seu dinheiro com um foco muito maior no “ser” do que no “ter”.

De acordo com um estudo de 2013, do Boston Consulting Group, US$ 460 bilhões foram gastos em viagens de aventuras especiais contra US$ 170 bilhões em compras de produtos de luxo, segundo um artigo publicado no AdAge”.

A BMW adotou a estratégia de entrar para o compartilhamento de carros para oferecer aos seus clientes a oportunidade de utilizar o seu produto da forma como eles escolheram, evitando, assim, que outras marcas o fizessem. Uma coisa é certa: podemos esperar que virão mais surpresas por aí. Afinal, estamos cada vez mais procurando consumir menos produtos para usufruir mais serviços. E tudo isso exige ainda mais criatividade e inovação para que as marcas mais antigas sobrevivam – e para que as novas conquistem o novo consumidor.

Rabiscar para ensinar: você também faz isso?

Era mais um dia normal na empresa, no qual minha equipe demandava minha atenção para entender melhor alguns assuntos. Como toda boa equipe de marketing, naturalmente, ao final de reuniões sempre rola alguma brincadeira ou piadinha. Em geral, era sempre eu quem fazia, mas dessa vez tive que ouvir. A equipe toda riu e tirou sarro da minha mania de rabiscar enquanto explicava alguma coisa.

Como sou curiosa, após ouvir o pessoal me chamando de Picasso, fui procurar algo a respeito disso. Comecei buscando no Google com palavras-chaves como “por que rabiscamos enquanto explicamos”, “rabiscar e falar”, “formas de ensinar”, “aprendizagem cognitiva”… Qualquer coisa que pudesse ter alguma relação.

Fui atrás do assunto, pois acreditei que não poderia ser apenas uma mania, já que isso me ajudava tanto a ensinar e parecia que tudo era melhor entendido pelas pessoas quando as linhas me acompanhavam no quadro ou no caderno. Você já passou por isso? Se não, comece a se observar mais. Muitas pessoas têm esse hábito.

Continuei a minha pesquisa e a leitura foi ficando cada vez mais interessante. O resultado disso foi que obtive alguns insights através de conceitos que explicam de certa forma por que rabiscamos e como isso pode melhorar os nossos métodos de ensinar e aprender.

Este conteúdo foi originalmente publicado por mim no portal Ideia de Marketing. Para continuar lendo, acesse aqui.

Quando ouvir rock pode te ensinar algo sobre marketing

São tantas as coisas que fazemos e nem nos damos conta a quantidades de mensagens que são enviadas a nós o tempo todo. Pare para ouvir um clássico rock, como por exemplo, Pink Floyd e, reflita isso na sua carreira, na sua área de trabalho…parece uma viagem no início, mas logo notará um monte de coincidências e dicas que fazem todo sentido. A verdade é que muitas coisas podem nos ensinar marketing!

Já que estamos falando de rock, aposto que você já viu o clipe Another Brick on the Wall, da banda Pink Floyd. Não? Confere que vale a pena e depois continuamos essa conversa… 😉

Não sei você, mas gosto de ver filmes, clipes e ouvir músicas diversas vezes, repetidamente. E cada vez que assisto ao clipe Another Brick on the Wall,  tenho uma nova visão sobre uma diferente área de vida. Da última vez que o vi, percebi o quanto esse vídeo pode ajudar a refletir sobre as formas que enfrentamos os desafios do dia-a-dia.

Pensei principalmente em como tudo pode impactar até mesmo na solução dos problemas da área em que atuamos, neste caso, a área de Marketing.

Sem rodeios, é representado de forma clara no vídeo o quanto nossa cultura foi marcada por uma educação de imposição, que, em algumas esferas, desenvolveu uma sociedade sem distinção individual. Quando nos damos conta, estamos todos caminhando um atrás do outro, sem ao menos saber o porquê. Quando percebemos que estamos perdidos, não temos ideia de por onde recomeçar e a busca por caminhos alternativos é dura e cruel.

A verdade é que fazendo exatamente como os demais não chegaremos no mesmo lugar que eles ou onde desejamos. Também é fato que não existe qualquer fórmula mágica ou solução simples e rápida para chegar onde se almeja.

Mesmo consciente de tudo isso, milhares de gestores comportam-se como na cena do clipe do Pink Floyd, onde todos apresentam os mesmos rostos e fazem exatamente as mesas coisas. Ou seja, as empresas executam as mesmas estratégias que outras, apenas porque alguém disse que assim seria “o certo”.

Você, gestor de Marketing, precisa de muita cautela para conseguir filtrar o que verdadeiramente irá ajudá-lo. E, acima de tudo, lembre-se: nenhuma ferramenta sozinha irá salvar a sua empresa.

Só há uma coisa que poderá fazer isso: você parar e pensar muito.

Pensar no quê? Nesse sentido, elenquei três análises importantes que jamais podem ser deixadas de lado. Confira:

Pense no objetivo

Pense em conjunto

Pense como a outra pessoa

Este texto foi publicado originalmente no Ideia de Marketing. Clique aqui para continuar lendo.

 

O que você vai fazer se os robôs dominarem o mundo?

A cada dia, mais máquinas e robôs são construídos para dar velocidade e automatizar atividades que fazem parte da rotina de trabalho de todos nós. Alguns profissionais já se preocupam com a extinção de suas atividades e outros já começaram a pensar em como transformar essa nova realidade em alguma coisa boa pra suas carreiras.

Mesmo sabendo que o avanço tecnológico visa automatizar processos e dar velocidade ao mercado, sabemos que nesse contexto há ainda um grande problema para a humanidade: o tempo.

Tudo o que é criado para acelerar nosso dia-a-dia, pode nos libertar das barreiras de espaço e tempo, ou simplesmente nos fazer refém delas.

Quem explica muito bem esse fato, é o escritor e radialista Marcos Piangers. Em sua apresentação no TEDxUdesc, em 2015, ele falou sobre a influência da tecnologia na vida das pessoas e a relação disso com o tempo e a inovação.

Confira abaixo o vídeo

 

É muito interessante essa visão apresentada. A tecnologia obviamente vem para ser algo bom e naturalmente nós deveríamos adorar qualquer tipo de máquina ou robô criado para facilitar ou entreter nossa vida. Ao mesmo tempo, há o receio universal da possibilidade de dominação dos robôs, que estão cada vez mais inteligentes.

Ou seja, não há coisa melhor para nós, humanos, do que sermos dominados pela tecnologia. “Quanto mais inteligente a máquina for, maior é a chance de ela resolver os problemas que temos”, reforça o escritor.

E o que nós vamos fazer com o tempo de sobra?

Nos últimos anos, com tantas profissões desaparecendo, restou ao ser humano partir para o desafio intelectual e começar a criar cada vez mais e mais. Com essa nova realidade sendo construída, inúmeros profissionais já perceberam o grau de importância que a criatividade ganhou nos últimos tempos. Por isso, a procura por cursos com foco no desenvolvimento da criatividade tem crescido constantemente, em diferentes áreas de atuação.

No cenário atual, é preciso aceitar as mudanças, mas também saber como entendê-las e acompanhá-las para não ficar para trás. Como o próprio Piangers diz: “Meu receio não é que as máquinas dominem os homens, mas sim que os homens se tornem máquinas”.

“Criatividade é o que nos faz humanos”. Piangers

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